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The Absence of Awareness is an exhibition that legitimizes the importance of the millennials generation

March | Wozen Exhibition

The Absence of Awareness: Fluor, Concrete, Lava

After its first Artistic Winter Residence, Wozen presents the exhibition result of an intense investigation about a specific generation, of the turn of the millenium, of the digital transition and the consecutive economic global crises. Through the collective expression of three Portugueses BinauJoana Gomes and Salvador Salazar, represent a generation that comes to question patterns and bring us deep reflections and provocations. These real Lisbon street characters combine efforts for the first time in the same space, sharing their experiences, questions, traumas, fears, hopes, vices and memories.

Three individuals with completely different personalities that share the primitive common bond of belonging to the same generation – of those born between the years of 83 and 96, the last individuals to enjoy their childhood within an analogic world. The true sons of the Internet. A generation with an obsession on individual success. The ones that go through theirs lives searching for jobs, because just one is not enough. Nor are all diplomas and years of preparation enough in the illusion of the race fora a prosperous future, which only sets its foal for the correct surnames.

Their role during this exhibition is that of questioners and provocateurs, as one understands a relevant question as the ultimate form of defiance. It’s an invitation to address deeper issues that still remain silent within the social fabcric, like the effects of the always present visual over stimulation on one's judgment and identity, the links between the digitalization of personal relationships and psychological pathologies associated to loneliness, anxiety and frustration, the constant reinforcement of the ego as the last refuge of comfort and personal affirmation, the  voluntary surrender of intimacy, the role of marketing as social conformer, and the return to the countryside and spirituality as a mental and physical health alternative.

"THE ABSENCE OF AWARENESS: FLUOR, CONCRETE, LAVA" arises as an attempt by artists to generate a reflection on how the accelerated information to which we are exposed influence our sensibility and cognitive processes. Faced with the situation of "existential precariousness" and the increase of mental disorders that the neoliberal changes provoke, driving individuals and companies into a constant competition, a permanent war situation, an "eternal" fear that is calmed by intervals that act as buffers, besides the financialization of the economy through the accumulation of capital no longer through a concrete product, but through the speculation and virtual manipulation of money itself.

This is a real call for an awakening of global consciousness in the face of a coming new decade, a light to rescue our human essence and legitimizes the importance of this contemporary generation, who lived and experienced the vision, vices and fears of the conservatives, but every day realizes that these pains that are so much “conserved” do not represent them.

Cura-dor Wozen

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The Absence of Awareness: Fluor, Concrete, Lava

Após sua primeira Residência Artística de Inverno, a Wozen apresenta a exposição fruto de uma intensa investigação em torno de uma geração específica, da virada do milênio, da transição digital e das crises econômicas globais consecutivas. Onde através da expressão conjunta de três artistas portugueses Binau, Joana Gomes e Salvador Salazar, representam uma geração que vem questionar padrões e nos trazem profundas reflexões e provocações. Os jovens artistas, personagens reais das travessas de Lisboa, uniram-se pela primeira vez neste espaço sem fronteiras para compartilhar as suas experiências, questionamentos, traumas, medos, esperanças, vícios e memórias.

Três indivíduos de personalidades absolutamente diferentes com o primitivo laço comum de pertencerem à mesma geração - dos nascidos entre os anos de 83 e 96, os últimos a aproveitarem sua infância num mundo analógico. Os verdadeiros filhos da Internet. Uma geração com obsessão pelo sucesso individual. Os que passam a vida a procurar emprego pois um apenas não basta. Como também não bastam todos os diplomas e anos de preparação na ilusão da corrida por um futuro próspero, que só apresenta sua meta aos sobrenomes corretos.

Seu papel para esta exposição é o de questionadores e provocadores, ao entender-se uma pergunta relevante como o ato supremo de provocação. Provoca ação. Um convite para se abordar mais profundamente temas ainda silenciosos na trama social, como os efeitos da sempre presente  superestimulação visual, na perda do senso crítico e da identidade, os elos entre a digitalização das relações pessoais e os distúrbios psicológicos ligados à solidão, ansiedade e frustração, o constante reforço do ego como último refúgio de conforto e afirmação pessoal, a entrega voluntária da intimidade, o papel do marketing como conformador social, o retorno ao campo e à espiritualidade como alternativa de saúde física e mental.

 “A AUSÊNCIA DA CONSCIÊNCIA: FLUOR, CONCRETO, LAVA” surge como uma tentativa dos artistas em gerar uma reflexão em torno de como os fluxos informativos acelerados a que estamos expostos influem em nossa sensibilidade e processos cognitivos.  Diante da situação de “precariedade existencial” e aumento de transtornos mentais que as mudanças neoliberais provocam, colocando indivíduos e empresas em constante competição, uma situação de guerra permanente, um medo “eterno” que é acalmado por intervalos que funcionam como amortecedores, além da financeirização da economia através da acumulação do capital não mais por meio de um produto concreto, mas sim da especulação e manipulação virtual do próprio dinheiro.   

Este é um grito por um despertar da consciência global diante de uma nova década que se aproxima, uma luz de resgate à nossa essência humana e legitima a importância dessa geração contemporânea, que viveu e experimentou a visão, vícios e medos dos conservadores, mas a cada dia percebe que essas dores que tanto se conservam não os representam.

Cura-dor

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